domingo, 30 de maio de 2010

Morte ainda sem ser

Escrevo sem dom ou tom
Sou péssimo poeta e jornalista fajuto
Por falar no assunto
Ainda não descobri no que sou bom

Dirão que é leviano
Que sou demasiado exigente
Mas o perfeccionismo latente
Não guarda sujeira debaixo do pano

Antes admitissem que tenho razão
Então largava papel e caneta
Rasgava o diploma, pedaço da soma
Que sempre resultou em subtração

E saía por aí
Não sei como ou por onde
Se aparece ou esconde
Oportunidade de sumir

Aliás, é o que menos falta
Mas já vem uma pauta
Pedem: me apresenta uma lauda
Da tal desaparição

Do garoto com futuro
Promessa no escuro
E realidade sem expressão

Esse sou eu
É o que diz na certidão
De óbito, lógico
Que está em confecção

1 impressões:

Sandryne Barreto disse...

Meu Deus, Gu! Não judia de você assim não criatura! Me diz que foi só pra rimar, só porque "poeta tem que sofrer", mas não me diz que te vês assim. Se vale de alguma coisa, você não é nada disso! Xero